Estranho Cigarro.

Estranho Cigarro.
(8 de Fevereiro de  2018)

Acendo um cigarro.
E minha mente, vagando,
Pensando nisso e naquilo.

Este cigarro é importado.
Pouco diferente
Dos outros que já fumei.

Mas o que o faz único,
E como qualquer cigarro,
Perco-me na sua fumaça.

Vai tomando forma.
As formas de ideias.
Porém este já acabou.

Então acendo outro.
Na mesma fumaça,
Mesmo labirinto.

E pensei naquela Moça -
A que chamou-me atenção.
A Moça bonita, aquela.

Será que na fumaça
De Seu cigarro importado
Pensa em mim também?

Como traga aquela Moça!
A fumaça sobe,
Enrola-se em Seus cabelos!

Vista como esta não há
Igual! E sinto-me estranho
Agora. Olhou pra mim.

Vou te dizer, mas que Olhar!
Nele desvendo os segredos
Do mundo e os perco também.

Estranho cigarro.
Deixou-me confuso.
Então nosso Olhar se encontra.

E aí ocorre a Magia
De um tipo que nunca vi.
Magia em que me perdi.

E na fumaça me faço,
E Ela se faz junto a mim.
Em um Eterno Entrelaço,

Eterno, com fim.
Hei de rever esta Moça,
A Moça bonita, aquela.

- Leonardo Duarte da Conceição Alves


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